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Aquela caixinha mágica

A primeira coisa de que eu me lembro foi daquela caixinha mágica chamada televisão que a minha mãe comprou. Foi um espectáculo. Vi tantos filmes fixes (Espaço 1999, Star Treck, Sandokan, Michel Strogof, Tarzan, Planeta dos Macacos, Heidi, Lassie, Pequenos Vagabundos, Os cinco, Galáctica, Super Mulher, Jackie, As viagens de Gulliver, Gabriela, Escrava Isaura, Bonanza, Assalto ao Castelo, Gente do Amanhã, O regador Mágico, Bana e Flapi, Robin dos Bosques, o programa “Animação” com Vasco Granja que infelizmente já faleceu), Fábulas da floresta verde e, bem… acho que nunca mais sairia daqui hoje, porque são tantas as memórias que guardo dessa época. Eu e os meus amigos gostávamos muito de copiar os nossos heróis da televisão, tentando viver as suas aventuras. Um dia, estava eu ainda na minha cama, quando apareceram três dos meus amigos (o Paulo, o Zé francês, e o Rique), dizendo que encontraram armas e máscaras de oxigénio numa zona montanhosa e eu levantei-me logo da cama e fui ver se era realmente verdade e verifiquei que eram mesmo máscaras velhas dos bombeiros, mas não tinha nenhuma arma, era tudo brincadeira.  Um dia, juntámo-nos todos e fomos para o monte fazer cabanas e imitar o Robin dos Bosques. É por isso, que ainda hoje gosto muito de ver as aventuras de Tom Sawyer, um personagem que me fascina e que me faz lembrar todas as minhas brincadeiras de infância. A minha aldeia tinha tudo para se viver em paz e harmonias entre todos, no entanto, de vez em quando, aconteciam lá alguns “sururus” (guerrinhas entre as mulheres principalmente), e que “alegrava” a comunidade. Quando não era com nós, achávamos divertido, pois as mulheres falavam muito mal e insultavam-se umas às outras, mas quando era com alguém da nossa família, a situação era vista de maneira diferente.

 Durante o verão, ia quase todos os dias para um rio que havia perto de minha casa, mas sem a minha mãe saber, senão…ai ai.

QUEM SOU EU

Tónio-Zé

Os nossos filmes

Quem não se lembra da série “Espaço 1999“, que passou na RTP em 1976. Vi as duas temporadas e adorei.

A Minha Infância “Àgua Nova”

A infância é a fase da vida de um ser humano  que marca profundamente as suas acções futuras. Eu não sou excepção. De facto, tive uma infância maravilhosa, proporcionada por momentos fantásticos junto da minha família e dos meus amigos. Nasci num lugar maravilhoso, num “cantinho” com sonhos de menino chamado “Água Nova”, na cidade de Felgueiras, distrito do Porto, Portugal. A minha infância foi maravilhosa por muitos motivos. A própria época talvez tenha sido mais marcante, fruto de ideias e acções de um tempo antigo cheio de mistérios, perpetrados pelos mais velhos. E que tempo esse. Recordo-me perfeitamente de frequentar a creche de Sta. Quitéria junto com as freiras. Eram terríveis, nada amorosas. Se algum de nós dissesse alguma asneira era logo severamente castigado. Aconteceu-me algumas vezes. Lembro-me de o meu tio Mário me ir buscar com uma bicicleta toda velha, sem pneus, apenas tinha os aros e chamava-se “circo-mariano”, nome esquesito, nem sei onde o fomos buscar. Quase que me apetece chorar só de me lembrar dessa época. Se pudesse, de bom grado que daria alguns anos da minha vida para voltar a viver esse tempo. Alguém se lembra das maravilhosas séries que passavam na RTP e que  nos prendiam ao ecrã? Filmes de índios e cowboys influencionavam-nos sobremaneira, levando-nos a imitar as suas aventuras nos montes. Fazía-mos as nossas próprias pistolas com paus de mimosas, austrálias e eucalípatos. Fazía-mos cabanas e um dia até fize-mos uma cabana subterrânia (um buraco no chão com entrada pela lateral.

imagem da minha infância

Tanque da Água Nova

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